No Japão 15,6 mil idosos morrem de solidão por ano.
Dos 126,8 milhões de habitantes do Japão, 23% têm mais de 64 anos, o que converte o país no lar de idosos do mundo. O Japão tem 200 mil trabalhadores na área de enfermagem, voltados para home care (acompanhantes para idosos). O número é deficitário e os prognósticos indicam que, até 2025, o pais terá déficit de 1,27 milhão profissionais de saúde para idosos. Os dados oficiais mostram crescentes casos de mortalidade na solidão na terceira idade, isto é, pessoas com mais de 65 anos que morrem sozinhas e cujos corpos são encontrados vários dias depois. Atualmente, 15.600 pessoas morrem por ano na solidão, segundo a companhia de seguros Instituto Nissey Research. O governo japonês tenta de tudo para resolver o problema. Há dois anos, por exemplo, exige das empresas que contratam estrangeiros para cuidar de idosos pagamento de salário a estrangeiros igual aos pagos aos trabalhadores japoneses.No contexto dos vários acordos de associação econômica, os estrangeiros, no Japão, recebem visto de três anos para preparar-se para um exame que os capacitem a cuidar de idosos. Sendo aprovados, têm a possibilidade de permanecer no país de forma indefinida. “O problema é que o japonês não tratam os estrangeiros como pessoas com direitos próprios de residência. É uma mostra da discriminação contra estrangeiros, profundamente enraizada no Japão”, apontou Manabu Shimasawa, especialista em imigração da Universidade de Akita. Está em debate a criação de um imposto de bem-estar a ser cobrado do japonês para cobrir as crescentes necessidades sociais e médicas. Além disso, está no auge nova tecnologia para a terceira idade, incluídos robôs funcionais que podem falar e dar de comer às pessoas. “De todo modo, os idosos precisam da mão carinhosa que um profissional de enfermagem estende-lhe para ajudá-los a levar uma vida emocional e fisicamente estável”, ressaltou Asato.
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